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18/07/2014

De olho na segurança pública: Sou da Paz acompanha candidatos à Presidência da República

10304353_10152546952242162_349971239370762325_nEssa semana a campanha presidencial começou de verdade e, pela primeira vez, a segurança pública está sendo tratada como tema prioritário na campanha federal.

O Sou da Paz reuniu as principais manifestações a esse respeito dos três candidatos com maiores intenções de voto. Acompanhe abaixo os principais destaques:

Dilma Rousseff – PT

Em entrevista à rede de televisão norte-americana CNN, a presidente e candidata à reeleição do Partido dos Trabalhadores defendeu uma reforma constitucional para que o governo federal divida com os governos estaduais as responsabilidades sobre as polícias militares e civis. 

Dilma disse que a letalidade da policial talvez seja um dos maiores desafios do Brasil. "O combate à criminalidade não pode ser feito com os métodos dos criminosos, muitas vezes isso ocorre. Na constituição brasileira a atribuição da segurança pública é estadual, mas acredito que nós teremos de rever a Constituição, já que é uma questão que tem de envolver o Executivo federal, o estadual e também a Justiça estadual e federal. Há uma quantidade imensa de prisioneiros em situações sub-humanas nos presídios, essa é uma das questões mais graves no Brasil”, comentou a presidente.

Aécio Neves – PSDB

Durante a sabatina realizada nesta semana pelo UOL, Folha de S. Paulo, SBT e Jovem Pan, o candidato falou da sensação de impunidade e da disponibilidade de investimentos existentes.

“Nós temos que acabar com esse sentimento de impunidade que graça no Brasil. Por isso, defendo uma reforma do Código Penal, uma reforma do Código de Processo Penal e que o governo central, o governo federal, assuma o controle e apresente ao país uma política de segurança pública que não existe hoje".

E ainda complementou, "eu ouvi há alguns anos o ministro da Justiça dizendo que as nossas cadeias eram 'masmorras medievais'. Passaram três anos desse governo e você sabe quanto foi executado do Fundo Penitenciário aprovado pelo Congresso no orçamento? Sabe quanto o ministro utilizou para transformar nossas "masmorras medievais" em algo minimamente digno? O número de 10%. Sabe quanto do orçamento da área de segurança pública foi executado por esse governo? Menos de 40%. Isso é uma demonstração clara que esse governo não trata a segurança pública com a prioridade que ela deve ter. E segurança pública não é apenas responsabilidade dos estados: controle das fronteiras, tráfico de drogas e trafico de armas são de responsabilidade constitucional do governo federal, que prefere terceirizar, transferir responsabilidade aos estados, do que tomar uma atitude corajosa de conduzir, de articular as políticas públicas de segurança", finalizou.

 Eduardo Campos - PSB

Já o candidato do PSB, que também participou da sabatina, citou a importância do envolvimento federal na segurança.

“A agenda que nós temos, que é dar conta de retomar desenvolvimento com sustentabilidade, cuidar de educação, cuidar da segurança pública – que hoje é algo que o governo federal não se envolve. A sociedade toda com medo, uma série de pessoas morrendo vítimas do crack, os assaltos aumentam e o governo não se envolve", afirmou o candidato.

Após o evento, a candidata a sua vice, Marina silva, deu uma entrevista em que também ressaltou que é preciso nacionalizar a temática de segurança. “Parece que ninguém quer nacionalizar o tema da segurança. Em todos os processos políticos a maioria dos políticos quer passar ao largo dessa questão deixando essa responsabilidade apenas com os governos estaduais. Em 2010 eu fiz esse debate nacionalizando o debate sobre segurança e agora nós estamos fazendo de novo", comentou Marina.